• Dra Fabiana Rodrigues (Psicóloga e Hipnoterapeuta)

Hipnose Clínica


Tudo o que a Mente Cria, a Mente Cura!

Quando as pessoas pensam em hipnose, retratam alguém de pé no palco, um relógio de bolso pendurado na mão, fazer alguém cacarejar como uma galinha ou esquecer o seu nome, mas há uma ciência por trás dela. Urge, então, desmistificar este processo dados os importantes benefícios na saúde mental e física.

A definição mais recente da Divisão 30 (Society of Psychological Hypnosis) da American Psychological Association (APA) defende que a hipnose é “um estado de consciência que envolve a atenção concentrada e consciência periférica reduzida, caracterizado por uma capacidade reforçada para a resposta à sugestão" e a hipnoterapia como sendo "o uso de hipnose no tratamento de um ato médico, perturbação ou preocupação psicológica".

A hipnose é tipicamente acompanhada por relaxamento possibilitando, assim, aumentar a capacidade de resposta, a ampliação da consciência, ​​reduzir a excitação cognitiva e fisiológica, e, por conseguinte, permitindo a indução do sono e a diminuição do despertar espontâneo durante o sono. Através do relaxamento, as funções do sistema neuroendócrino e imunitário estão de forma diferente do que aquando de um evento ameaçador. No entanto, o relaxamento não é um componente essencial do trabalho de transe.

A hipnose é basicamente meditação com intenção. Uma pessoa está relaxada num estado de consciência focada, induzido artificialmente. Um estado que se assemelha ao sono, mas no qual a mente se torna altamente focada e sensível à sugestão.

De notar que o simples processo de fechar os olhos liberta cerca de 80% de atividade Beta (14-21 cps), ou seja, aproximadamente 80% passa para o estado de ondas cerebrais Alpha (7-14 cps), que é provavelmente o melhor estado para a maioria da programação.

A Mente Humana pode ser dividida em duas partes: a Mente Consciente e a Mente Não Consciente. Denominar Mente Inconsciente, como o senso comum, é atribuir um significado pejorativo à mente uma vez que esta parte é tudo menos irresponsável. Deste modo, preferímos adotar termo não consciente.

A Mente Consciente é estimada em ser apenas 12% de nossa mente e podemos assoiá-la à nossa atenção, isto é, estamos conscientes quando estamos atentos ou focalizamos alguma coisa em especial. A Mente Consciente tem a função de organizar, julgar, decidir, discernir, raciocinar, dividir, multiplicar, entre outros. A Mente Não Consciente é estimada em 88% da mente e é nela que estão gravadas as nossas memórias, esquecidas do consciente, as quais não nos lembramos conscientemente. A Mente Não Consciente possui uma linguagem própria, muitas vezes fala através de metáforas e não dintingue o real do imaginário.

É muito importante que uma pessoa saiba que a sua Mente Não Consciente é mais inteligente do que pensa. Neste sentido, à parte mais inteligente da vida mental não consciente chamamos de Inteligência Não Consciente. Esta instância da mente regula funções involuntárias do Sistema Nervoso Autónomo (como o coração, respiração, entre outras), é a sede das emoções e da imaginação, controla hábitos e é uma espécie de dinâmo, uma energia direcionada que nos motiva. Esta também se configura como um banco de memórias, como um computador, em que a Mente Não Consciente cria, armazena e guarda tudo o que nos acontece e através da regresão hipnótica é possível explorar o depósito de memórias que podem estar esquecidas da Mente Não Consciente.

Há uma enorme riqueza de material armazenado na Mente Não Consciente e a “razão” dos problemas é normalmente “não consciente”. Sendo essas “razões” não conscientes, o paciente não pode saber conscientemente delas nem as pode verbalizar, para além de que são “protetoras” ou, pelo menos, têm uma finalidade positiva.

Uma vez que as pessoas possuem todos os recursos de que necessitam e que as respostas aos seus problemas se encontram no interior da mente das próprias, recorremos a uma abordagem centrada na Pessoa e focada nas soluções, utilizando técnicas analíticas, designada por HSH - Hipnoterapia Sem (ou com) Hipnose.

As técnicas analíticas usadas ajudam a “descobrir” (no sentido de “destapar”, tornar visível) a razão (intenção/finalidade) do problema e a ressignificar os fatores patogénicos subjacentes aos sintomas e problemas dos pacientes. Deste modo, é possível reinterpretar adequadamente a necessidade subjacente à presença desse comportamento disfuncional e substituir o sintoma por um comportamento funcional mais apropriado.

Deste modo, acompanhando passo a passo a parte interna do cliente (pacing) através do seu comportamento, verbal e não-verbal, à medida que este entra em transe, é possível guiar para uma nova direção, ressignificando a doença (leading). Aquando do processo e para uma comunicação eficaz com o domínio não consciente, o uso de respostas ideomotoras tem sido um bom meio, comumente sob a forma de sinais com os dedos.

A Hipnose tem demonstrado efeitos benéficos em:

  1. sintomas depressivos e ansiosos

  2. luto

  3. eliminição de peso

  4. doenças oncológicas e autoimunes (como Diabetes Mellitus tipo 1, artrite reumatóide, lupus, entre outras)

  5. dor crónica

  6. cessação tabágica

  7. problemas de sono

  8. défice de atenção e hiperatividade

  9. dificuldades de aprendizagem

Já dizia António Variações “Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga”. Com a Hipnose desfruta de uma excelente combinação de relaxamento corporal e perspicácia mental. E quando a cabeça tem juízo, o corpo é que goza!

Mente Sã, Corpo São!

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